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	<title>SC4 - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<updated>2026-04-04T15:02:59Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6698</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-20T02:28:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Adequação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de e suas especificações, &#039;&#039;&#039;contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&#039;&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Quanto ao processo de indexação, a Biblioteca João Bonumá procura prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB), linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito&#039;&#039;&#039;. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6697</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-20T02:27:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Capacidade de revocação e precisão do sistema */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de e suas especificações, &#039;&#039;&#039;contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&#039;&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Quanto ao processo de indexação, a Biblioteca João Bonumá procura prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6696</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6696"/>
		<updated>2025-10-20T02:27:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Capacidade de revocação e precisão do sistema */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de e suas especificações, &#039;&#039;&#039;contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&#039;&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Quanto ao processo de indexação, a Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6695</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6695"/>
		<updated>2025-10-20T02:26:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Capacidade de revocação e precisão do sistema */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de e suas especificações, &#039;&#039;&#039;contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&#039;&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Quanto ao processo de indexação, a Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6694</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6694"/>
		<updated>2025-10-20T02:25:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Cobertura temática e de Assuntos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de e suas especificações, &#039;&#039;&#039;contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&#039;&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6693</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6693"/>
		<updated>2025-10-20T02:24:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Cobertura temática e de Assuntos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de e suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6692</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-20T02:23:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Apresentação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6691</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6691"/>
		<updated>2025-10-20T02:23:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Apresentação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca escolhida foi a Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
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		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-20T02:21:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6689</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-20T02:21:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Na Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação.&#039;&#039;&#039; Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de poucos termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6688</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6688"/>
		<updated>2025-10-20T02:19:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Capacidade de revocação e precisão do sistema */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade, em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6687</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6687"/>
		<updated>2025-10-20T02:18:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Acervo */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum&#039;&#039;&#039;, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é &#039;&#039;&#039; e organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6658</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6658"/>
		<updated>2025-10-17T20:20:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Capacidade de revocação e precisão do sistema */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo&#039;&#039;&#039; corrente &#039;&#039;&#039;da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, &#039;&#039;&#039;pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum&#039;&#039;&#039;, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade em seu processo de indexação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6657</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6657"/>
		<updated>2025-10-17T19:35:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Capacidade de revocação e precisão do sistema */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo&#039;&#039;&#039; corrente &#039;&#039;&#039;da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, &#039;&#039;&#039;pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum&#039;&#039;&#039;, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá prioriza por uma maior especificidade, em detrimento de uma maior exaustividade em seu processo de indexação do material selecionada para compor o acervo.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6656</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-17T19:12:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Cobertura temática e de Assuntos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo&#039;&#039;&#039; corrente &#039;&#039;&#039;da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, &#039;&#039;&#039;pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum&#039;&#039;&#039;, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos &#039;&#039;&#039;aqui são as principais áreas de estudo&#039;&#039;&#039;, e algumas de &#039;&#039;&#039; e suas especificações, contempladas no acervo&#039;&#039;&#039; oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6655</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-17T19:11:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Sistema de Classificação da Biblioteca */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo&#039;&#039;&#039; corrente &#039;&#039;&#039;da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, &#039;&#039;&#039;pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum&#039;&#039;&#039;, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6654</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-17T19:10:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Sistema de Classificação da Biblioteca */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O acervo&#039;&#039;&#039; corrente &#039;&#039;&#039;da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU)&#039;&#039;&#039;. A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
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		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-16T20:36:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Especificidade */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6652</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6652"/>
		<updated>2025-10-16T20:32:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Especificidade */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;opta por uma maior especificidade em sua indexação, utilizando-se de poucos termos descritores, em torno de 1 a 2&#039;&#039;&#039;, priorizando assim uma maior precisão em detrimento de uma maior revocação.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6651</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6651"/>
		<updated>2025-10-16T20:29:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Especificidade */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;opta por uma maior especificidade em sua indexação, utilizando-se de poucos termos descritores, em torno de 1 a 2.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6650</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6650"/>
		<updated>2025-10-16T20:29:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Especificidade */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;opta por uma maior especificidade em sua indexação, utilizando de poucos termos descritores, em torno de 1 a 2.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6649</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6649"/>
		<updated>2025-10-16T20:20:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 4 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6648</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6648"/>
		<updated>2025-10-16T20:19:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Adequação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6647</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6647"/>
		<updated>2025-10-16T20:19:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Adequação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6646</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-16T20:19:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Adequação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6645</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-16T20:12:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Especificidade */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6644</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6644"/>
		<updated>2025-10-16T17:15:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Recursos humanos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público; &#039;&#039;&#039;um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6643</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-16T17:14:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Recursos humanos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca&#039;&#039;&#039; João Bonumá &#039;&#039;&#039;conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em&#039;&#039;&#039;:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Três bibliotecários&#039;&#039;&#039;: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. &#039;&#039;&#039;Um técnico do Ministério Público, um assistente Especial II e um estagiário&#039;&#039;&#039; em Biblioteconomia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6642</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-16T17:12:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Localização */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo - Porto Alegre/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6641</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6641"/>
		<updated>2025-10-16T17:11:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Apresentação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, &#039;&#039;&#039;localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6640</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6640"/>
		<updated>2025-10-16T17:11:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Apresentação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre&#039;&#039;&#039;, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6639</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6639"/>
		<updated>2025-10-16T16:50:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Missão e visão */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos tem como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico, e oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6638</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6638"/>
		<updated>2025-10-16T16:17:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Missão e visão */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6637</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6637"/>
		<updated>2025-10-16T16:17:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Apresentação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6636</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6636"/>
		<updated>2025-10-16T16:17:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Apresentação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
 • Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6616</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-15T20:27:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • x - especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z - especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y - especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6615</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6615"/>
		<updated>2025-10-15T20:27:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos, e suas características, utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6614</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-15T20:26:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &#039;&#039;&#039;CAMPO	CARACTERÍSTICAS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6613</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6613"/>
		<updated>2025-10-15T20:25:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 &#039;&#039;&#039;CAMPO	CARACTERÍSTICAS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6612</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6612"/>
		<updated>2025-10-15T20:25:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 &#039;&#039;&#039;CAMPO	CARACTERÍSTICAS&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6611</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-15T20:25:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 • CAMPO	CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 - Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611 - Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630 - Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650 - Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651 - Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6610</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-15T20:24:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 • CAMPO	CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • 600 - Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610: Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611: Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630: Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650: Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651: Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6609</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6609"/>
		<updated>2025-10-15T20:24:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 • CAMPO	CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • 600: Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610: Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611: Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630: Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650: Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651: Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6608</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6608"/>
		<updated>2025-10-15T20:23:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 • CAMPO	CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • 600		Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 		Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611		Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630		Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650		Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651		Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6607</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6607"/>
		<updated>2025-10-15T20:23:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 • CAMPO	CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • 600		Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 		Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611		Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630		Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650		Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651		Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6606</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6606"/>
		<updated>2025-10-15T20:23:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
 • CAMPO	CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • 600		Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
 • 610 		Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
 • 611		Evento como assunto&lt;br /&gt;
 • 630		Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
 • 650		Assunto principal&lt;br /&gt;
 • 651		Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
 • x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
 • z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
 • y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6605</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6605"/>
		<updated>2025-10-15T20:22:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Campos de assunto do formato MARC */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral são selecionados de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme o formato MARC 21, os campos adotados para a indexação de assuntos estão na área 6XX. &lt;br /&gt;
	Os campos de assuntos utilizados na Biblioteca João Bonumá são:&lt;br /&gt;
	CAMPO	CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
	600		Nome pessoal como assunto&lt;br /&gt;
	610 		Entidade ou norma jurídica (título uniforme de lei) como assunto&lt;br /&gt;
	611		Evento como assunto&lt;br /&gt;
	630		Título uniforme como assunto&lt;br /&gt;
	650		Assunto principal&lt;br /&gt;
	651		Assunto geográfico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os subcampos podem ser utilizados para especificar, delimitar ou detalhar melhor o assunto principal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	SUBCAMPO  CARACTERÍSTICAS&lt;br /&gt;
	x		especificador de assunto ou forma&lt;br /&gt;
	z		especificador geográfico&lt;br /&gt;
	y		especificador cronológico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6604</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6604"/>
		<updated>2025-10-15T19:29:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Adequação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o &#039;&#039;&#039;Vocabulário Controlado Básico (VCB)&#039;&#039;&#039;, linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral ficam de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6603</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-15T19:26:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Cobertura temática e de Assuntos */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo, e algumas de suas especificações, contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o Vocabulário Controlado Básico (VCB), linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral ficam de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.brapci.inf.br/wiki/index.php?title=Biblioteca_Jo%C3%A3o_Bonum%C3%A1_2025/2&amp;diff=6602</id>
		<title>Biblioteca João Bonumá 2025/2</title>
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		<updated>2025-10-15T19:24:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rosana: /* Composição do acervo */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Apresentação =&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá, localizada no térreo da sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, ocupa uma área de 287 m² e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h (com horário especial em janeiro e fevereiro). Possui acervo especializado em Direito, composto por livros, periódicos, multimeios e bases de dados digitais. A biblioteca atende prioritariamente membros, servidores e estagiários do MP, mas também está aberta à consulta pública. O empréstimo de materiais é restrito ao público interno e regido pelo Provimento nº 87/2014, com exigência de autorização para estagiários. Também realiza empréstimos entre bibliotecas jurídicas. O público externo pode consultar o acervo e copiar parte do material. O sistema informatizado Pergamum permite busca, reserva e renovação de obras, além de serviços como DSI e sugestões de aquisição, para usuários internos cadastrados. Há também o acesso a bases de dados jurídicas, comerciais e próprias, disponíveis via intranet com login funcional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A biblioteca também presta serviços como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Pesquisa e auxílio à pesquisa doutrinária para membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Catalogação na fonte para publicações do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
• Guarda e organização da produção intelectual de membros e servidores do Ministério Público;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura física inclui mesas coletivas e individuais, poltronas, estantes de novidades, dois computadores para consulta e armários com chave. O uso de celulares na área de estudo não é permitido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Histórico ==&lt;br /&gt;
A história da Biblioteca do Ministério Público do Rio Grande do Sul tem início na década de 1950. Em 1954, a então Procuradoria Geral do Estado adquiriu dois acervos que formaram a base inicial da Biblioteca: um pertencente ao Professor João Bonumá e outro ao jurista Itaúba Flório Pires, cuja coleção era composta majoritariamente por livros de seu pai, o desembargador Antonio Vieira Pires. A estruturação da Biblioteca começou em 1955, com a nomeação da primeira bibliotecária do Ministério Público, Hilcke Frederica Weis, uma das pioneiras da Biblioteconomia no estado. Ela atuou no cargo até 1983, quando se aposentou. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca foi oficialmente inaugurada em 13 de janeiro de 1955, antes do início da organização do acervo, em conjunto com a Galeria de Retratos dos ex-Procuradores-Gerais do Estado. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles. Posteriormente a biblioteca teve várias sedes, com a atual se encontrando hoje na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Missão e visão==&lt;br /&gt;
As bibliotecas dos Ministérios Públicos costumam ter como principal missão o apoio ao trabalho jurídico de seus membros através do acesso à informação especializada, preservando o acervo documental e histórico, promovendo o conhecimento jurídico e, por vezes, também podem prestar serviços à comunidade, oferecendo serviços de informação para os cidadãos e a comunidade em geral. Já a sua visão é alcançar excelência no atendimento e na gestão do acervo, consolidando-se como centros de referência para a atuação institucional do MP e a difusão da cultura e do conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à visão das bibliotecas dos Ministérios Públicos, é nítido o objetivo de tornar-se referência em excelência na gestão de acervos jurídicos e culturais, aliando inovação tecnológica, atuação social e compromisso com a missão institucional. Essas bibliotecas buscam ser espaços democráticos, que promovam a cidadania e apoiem efetivamente a justiça e o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Organograma==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:organograma funcional MP- RS-1.png|x900px|center]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Localização ==&lt;br /&gt;
Endereço: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto 80, Térreo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Horário de atendimento ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá opera atualmente com horário de atendimento de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Usuários ==&lt;br /&gt;
Com relação a comunidade que utiliza os recursos e serviços da biblioteca, estão quase que exclusivamente os funcionários do Ministério Público, entre estes servidores, residentes e estagiários, sendo a consulta por usuários externos muito baixa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Infraestrutura ==&lt;br /&gt;
Em 2006, com a inauguração da nova sede do MP/RS na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, a Biblioteca João Bonumá foi transferida para o térreo do prédio, ocupando cerca de 287 m². Cerca de 22.000 exemplares foram deslocados para o novo espaço. A Biblioteca ficou fechada por dois meses durante a mudança, metade do tempo embalando o acervo e a outra metade organizando e limpando as novas instalações, trabalho realizado pela própria equipe. Devido a problemas estruturais no prédio antigo, parte do material precisou ser recolocado nas estantes para distribuir o peso entre os pisos, o que atrasou o processo. A Biblioteca ganhou mobiliário novo e reabriu em agosto de 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Recursos humanos ===&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá conta com uma equipe de seis pessoas, divididas em:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três bibliotecários: a coordenadora da Biblioteca e dois analistas do Ministério Público. E por fim, um técnico do Ministério Público, uma assistente Especial II e um estagiário em Biblioteconomia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Serviços ==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá oferece diversos serviços aos seus usuários, incluindo acesso a bibliotecas digitais com e-books completos, revistas especializadas em Direito e jornais, tanto físicos quanto online. Pelo site da Biblioteca, disponível na área de serviços da página do Ministério Público do Rio Grande do Sul, é possível consultar o catálogo pelo Pergamum e acessar tutoriais que ajudam o usuário a utilizar esses recursos de forma autônoma.&lt;br /&gt;
No site, a Biblioteca apresenta uma descrição dos seus principais serviços:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ProView: O Proview permite o acesso ilimitado à íntegra de livros das editoras Revista dos Tribunais e Fiscosoft em formato digital. Na plataforma, é possível realizar pesquisas avançadas, navegar por índices, realizar anotações, realces, seleções de texto e atribuir marcadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha Biblioteca: A Minha Biblioteca permite a pesquisa e leitura do acervo de diversas editoras e selos editoriais, como a Saraiva, Forense, Método, Atlas, Manole, Zahar, entre outras. Com milhares de títulos, a plataforma traz praticidade e mobilidade para quem está dentro e fora do MP/RS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEX Magister: A Biblioteca Digital da Lex/Magister Editora, além das coleções de periódicos especializados e coleções de obras temáticas, traz ainda os seus principais títulos em e-books para leitura on-line. A plataforma permite a realização de anotações e gestão de leitura.&lt;br /&gt;
Revistas Digitais: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Revista dos Tribunais&lt;br /&gt;
 • Biblioteca Digital Lex&lt;br /&gt;
 • Zênite&lt;br /&gt;
 • Síntese/IOB&lt;br /&gt;
 • Revistas do MP&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jornais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • GZH - Zero Hora (disponibilizado de forma integral para todo o MPRS)&lt;br /&gt;
 • abc + (disponibilizado o acesso digital integral a todo o MPRS)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros serviços disponíveis incluem acesso a plataformas de jurisprudência, como a SínteseNet e a Jusbrasil, sendo esta última descrita da seguinte forma no site: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jusbrasil: O Jusbrasil é um serviço privado de tecnologia jurídica que auxilia a coleta, organização e disponibilização da informação jurídica pública, tais como autos processuais, jurisprudência e diários oficiais. Com a plataforma, é possível obter em um só lugar movimentações processuais, leis, decisões judiciais, modelos de documentos, livros completos, entre outras informações. Em virtude do custo e modelo de negócio, o Jusbrasil é um serviço limitado, oferecido somente às Procuradorias, Promotorias e Setores do Ministério Público para uso compartilhado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por fim, temos o “As Leis e as Letras”. Este serviço, oferecido pelo Ministério Público do RS, por meio do CEAF, promove o CEAFCAST e se propõe a ser uma atividade online que discute as interações entre Direito e Literatura. O objetivo é ampliar a compreensão crítica do Direito por meio da cultura literária, contribuindo para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contatos ==&lt;br /&gt;
E-mail: biblioteca@mprs.mp.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fones: (51) 3295-1779 - (51) 3295-1718 - (51) 3295-1872 - (51) 3295-1308&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Acervo ==&lt;br /&gt;
O acervo é organizado através de uma base de dados própria, gerenciada pelo Sistema Pergamum, composta, em sua maioria, por registros de livros, folhetos, periódicos, artigos de periódicos (impressos e eletrônicos) e artigos publicados em livros.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Sistema de Classificação da Biblioteca===&lt;br /&gt;
O acervo corrente da Biblioteca é organizado com base na Classificação Decimal Universal (CDU). A Classificação Decimal Universal (CDU) é um sistema numérico que organiza o conhecimento de forma hierárquica e detalhada, abrangendo todas as áreas do saber. É flexível, permitindo combinações para temas complexos, atualizada regularmente e amplamente utilizada internacionalmente para padronizar a organização de acervos. Tais características, facilitam a organização do acervo em uma área especializada, com maior riqueza de detalhes, permitindo ao usuário maior precisão em sua pesquisa. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a ordenação desse extenso material nas estantes utiliza-se também o Código Cutter, um sistema que usa letras e números para representar autor e título, assegurando a identificação de cada obra na mesma classificação; enquanto o acervo histórico de periódicos é organizado alfabeticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todo o acervo físico da Biblioteca está tombado pelo MP/RS e, junto às obras digitais, pode ser consultado localmente ou online pelo Pergamum, disponível a qualquer momento na página da Biblioteca no site do Ministério Público do RS, através do qual também o usuário pode fazer renovações e reservas sem precisar fazê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Política de Indexação=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A política de indexação em um sistema de armazenamento e recuperação da informação envolve a escolha dos tipos de documentos a serem indexados, os métodos de análise e representação dos assuntos, a qualidade da indexação (como precisão, especificidade, exaustividade e revocação), o uso de linguagens controladas ou linguagem natural, e a avaliação da consistência e eficácia da recuperação. Esses elementos só fazem sentido quando considerados dentro do contexto específico do sistema, que possui objetivos próprios, um tipo particular de informação e um perfil definido de usuários (LEIVA; FUJITA, 2012). Portanto, segundo as autoras acima citadas, podemos concluir que a política de indexação envolve decisões relacionadas ao processo de indexação, à linguagem de indexação usada e ao sistema de recuperação da informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Composição do acervo==&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá é órgão do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), cujo objetivo principal é prestar apoio informacional às atividades funcionais dos Membros, Servidores e demais colaboradores desta instituição. Para tanto, organiza e disponibiliza acervo documental composto, majoritariamente, por livros e periódicos jurídicos com ênfase nas áreas de atuação do MP-RS: criminal, cível, ambiental, consumidor, urbanismo, patrimônio público, direitos humanos, infância e juventude. O principal público usuário é o institucional, vinculado ao MP-RS, mas também oferece possibilidade de acesso a alguns de seus serviços ao público externo. Há ainda a possibilidade de os usuários fazer sugestões de novas aquisições para a composição do acervo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cobertura temática e de Assuntos==&lt;br /&gt;
A cobertura temática dos documentos deve refletir as áreas do conhecimento atendidas pela biblioteca e pelo sistema de recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012). Desta forma apresentamos as principais áreas de estudo contempladas no acervo oferecido pela Biblioteca João Bonumá a seus usuários: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Direito Econômico&lt;br /&gt;
 • Direito do Trabalho&lt;br /&gt;
 • Direito Previdenciário&lt;br /&gt;
 • Direito Tributário&lt;br /&gt;
 • Direito em geral&lt;br /&gt;
 • Introdução ao Direito&lt;br /&gt;
 • Filosofia do direito&lt;br /&gt;
 • Medicina Legal&lt;br /&gt;
 • Direito Constitucional &lt;br /&gt;
 • Constituições&lt;br /&gt;
 • Constituições (comentários)&lt;br /&gt;
 • Direitos Humanos&lt;br /&gt;
 • Direito Eleitoral &lt;br /&gt;
 • Processo Penal&lt;br /&gt;
 • Código Processo Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Ação Penal&lt;br /&gt;
 • Execução Penal&lt;br /&gt;
 • Júri &lt;br /&gt;
 • Direito Penal&lt;br /&gt;
 • Código Penal Comentado&lt;br /&gt;
 • Crime Organizado&lt;br /&gt;
 • Improbidade Administrativa &lt;br /&gt;
 • Tóxicos&lt;br /&gt;
 • Crimes contra a pessoa &lt;br /&gt;
 • Crimes contra a mulher&lt;br /&gt;
 • Criminologia&lt;br /&gt;
 • Direito Penal Militar&lt;br /&gt;
 • Direito Civil &lt;br /&gt;
 • Código Civil Comentado &lt;br /&gt;
 • Registros Públicos&lt;br /&gt;
 • ECA&lt;br /&gt;
 • Contratos &lt;br /&gt;
 • Direito do Consumidor&lt;br /&gt;
 • Código de Defesa do Consumidor &lt;br /&gt;
 • Responsabilidade civil&lt;br /&gt;
 • Direito da Família&lt;br /&gt;
 • Sucessões &lt;br /&gt;
 • Direito Comercial&lt;br /&gt;
 • Falências&lt;br /&gt;
 • Processo civil&lt;br /&gt;
 • Código de Processo Civil Comentado&lt;br /&gt;
 • Arbitragem&lt;br /&gt;
 • Medidas Cautelares &lt;br /&gt;
 • Inquérito Civil&lt;br /&gt;
 • Ação Civil Pública&lt;br /&gt;
 • Execução Civil&lt;br /&gt;
 • Recursos&lt;br /&gt;
 • Ministério Público&lt;br /&gt;
 • Direito Sumular &lt;br /&gt;
 • Direito Ambiental&lt;br /&gt;
 • Crimes Ambientais &lt;br /&gt;
 • Direito Administrativo &lt;br /&gt;
 • Processo Administrativo Disciplinar &lt;br /&gt;
 • Licitações&lt;br /&gt;
 • Trânsito &lt;br /&gt;
 • Direito Municipal &lt;br /&gt;
 • Saúde Pública&lt;br /&gt;
 • Direito Urbanístico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Capacidade de revocação e precisão do sistema==&lt;br /&gt;
Capacidade de revocação e precisão do sistema se refere à recuperação da informação na base de dados, considerando exaustividade, revocação e precisão. Quanto mais exaustiva for a indexação, maior será a revocação (mais documentos recuperados), mas a precisão tende a ser menor (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Especificidade==&lt;br /&gt;
Este item trata do grau de especificidade que a linguagem documentária e a unidade de informação permitem ao bibliotecário ao definir o assunto de um documento. Em geral, as bibliotecas optam por representar os assuntos de forma mais ampla, o que aumenta a revocação (mais documentos recuperados), mas reduz a precisão, exigindo que o usuário faça um esforço maior para encontrar o material que realmente atenda à sua busca (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na biblioteca analisada, devido à sua tipologia e à especificidade dos assuntos, é necessário um maior detalhamento na indexação, usando vários termos descritores por item, para garantir uma recuperação da informação mais precisa e eficiente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exaustividade==&lt;br /&gt;
Este aspecto da política de indexação, diz respeito  à medida de extensão em que todos os assuntos de um documento são identificados e selecionados durante a leitura documentária e traduzidos na linguagem utilizada. Assim como na revocação, precisão e especificidade, essa decisão impacta e influencia diretamente o trabalho do bibliotecário, a rede de bibliotecas e a recuperação da informação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação do indexador==&lt;br /&gt;
Este item trata da formação inicial e continuada esperada do profissional responsável pela indexação na biblioteca. É necessário que o bibliotecário faça cursos específicos sobre indexação e sobre as áreas de interesse dos usuários, para conhecer melhor os temas com os quais trabalha e a terminologia mais usada pelo público (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Procedimentos relacionados à indexação==&lt;br /&gt;
Este aspecto trata de como a leitura documentária deve ser feita para a indexação, incluindo orientações sobre quais partes do documento ler ou evitar. A política de indexação deve detalhar todas as etapas do processo (análise, síntese e representação), para garantir um padrão mínimo entre as bibliotecas que colaboram com o catálogo. Isso ajuda os bibliotecários e serve também como ferramenta de formação em serviço (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A seguir, uma sugestão de procedimentos, de acordo com a Norma&lt;br /&gt;
ABNT 12676:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Análise: leitura e segmentação do texto para identificar e selecionar conceitos.&lt;br /&gt;
 • Síntese: elaboração do texto documentário com os conceitos selecionados.&lt;br /&gt;
 • Representação: uso de linguagens documentárias para representar os conceitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Análise de assunto===&lt;br /&gt;
Este item se refere à adoção das concepções de análise de assunto orientadas pelo conteúdo (ênfase no conteúdo do documento) e pela demanda (ênfase no usuário potencial do documento a ser indexado), (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
O processo de leitura documentária para análise de assunto deve focar nas partes do documento que permitem identificar e selecionar os assuntos tratados, tais como título, sumário, introdução, ilustrações, referências, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A NBR 12676 explica que a indexação consiste em três estágios, que tendem a sobreposição:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Exame do documento e estabelecimento do assunto de seu conteúdo;&lt;br /&gt;
 • Identificação dos conceitos presentes nos assuntos;&lt;br /&gt;
 • Tradução desses conceitos nos termos de uma linguagem de indexação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A leitura técnica do documento visando à compreensão sem deixar nenhuma informação de lado pressupõe a consideração especial das seguintes partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Título e subtítulo;&lt;br /&gt;
 • Resumo, se houver;&lt;br /&gt;
 • Sumário;&lt;br /&gt;
 • Introdução, aberturas de capítulos e conclusões;&lt;br /&gt;
 • Ilustrações, diagramas, tabelas e seus títulos explicativos;&lt;br /&gt;
 • Palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em tipo diferente, etc.);&lt;br /&gt;
 • Referências bibliográficas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Tradução dos conceitos=== &lt;br /&gt;
Consiste em representar os conceitos com termos da linguagem de indexação usada pelo sistema. Preferencialmente, essa linguagem deve estar integrada à interface de catalogação (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Manual de indexação (elaboração/utilização)==&lt;br /&gt;
O manual deve orientar sobre a indexação na catalogação, criar um padrão para o tratamento temático, servir como treinamento para o bibliotecário, registrar as decisões da política de indexação e permitir sua avaliação e revisão conforme os objetivos da instituição e dos usuários  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linguagem documentária==&lt;br /&gt;
Este tópico inclui a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem documentária padrão para o campo de assunto controlado deve ser usada sozinha, sem necessidade de outra. Porém, o uso de uma linguagem complementar é válido para ajudar bibliotecários na indexação e usuários na recuperação da informação, (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A autora Carneiro (1985, p. 229–239) destaca sete elementos importantes para definir uma política de indexação, entre eles, a &#039;&#039;escolha da linguagem&#039;&#039;. A linguagem usada permite ao bibliotecário representar com precisão o conteúdo do documento, influenciando diretamente os resultados das buscas dos usuários. Essa escolha impacta o desempenho do sistema de recuperação da informação, como o catálogo on-line, e afeta a relevância dos resultados obtidos (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Consistência/ Uniformidade===&lt;br /&gt;
Este tópico trata de garantir que um mesmo assunto seja sempre analisado e representado de forma consistente. O tamanho do vocabulário e o número de conceitos usados influenciam essa uniformidade. Uma decisão política importante é padronizar o uso das mesmas linguagens documentárias complementares em bibliotecas que atendem cursos semelhantes. Além disso, a política de indexação deve definir o nível de especificidade para representar cada documento, considerando principalmente os cursos oferecidos pela biblioteca  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Adequação===&lt;br /&gt;
Este aspecto refere-se à habilidade do bibliotecário em identificar o assunto do documento e traduzi-lo corretamente para o vocabulário controlado. O bibliotecário deve se esforçar para representar bem o conteúdo, mas às vezes precisa da ajuda do usuário, que geralmente é especialista no assunto. Além disso, uma linguagem documentária desatualizada e genérica pode dificultar uma indexação precisa. Decidir qual linguagem usar e em qual momento, ajudaria a reduzir as incoerências e erros durante esse processo no que diz respeito à representação do assunto. Este ponto está ligado aos dois anteriores (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vocabulário utilizado pela Biblioteca João Bonumá é o Vocabulário Controlado Básico (VCB), linguagem documental adotada pela Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI) – Congresso Nacional, que abrange as Ciências Sociais e Humanas, com ênfase em Direito. A RVBI é uma rede cooperativa de bibliotecas, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, dentre as quais estão aquelas vinculadas à: Procuradoria Geral da República (PGR), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Advocacia Geral da União (AGU), Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre outras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Sistema de busca e recuperação por assunto=&lt;br /&gt;
Esse tópico é composto por:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
Este item trata da avaliação do sistema de recuperação da informação pelo bibliotecário para medir a satisfação dos usuários. A política de indexação deve considerar o uso de software com uma interface de busca que facilite a organização da informação e a interação do usuário. Também é importante prever formas de avaliação e ajustes baseados no feedback de bibliotecários e usuários (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Campos de assunto do formato MARC=== &lt;br /&gt;
A política de indexação deve definir quais campos do registro bibliográfico serão usados para construir o catálogo. No formato MARC 21, os campos 650 e 690 correspondem ao assunto controlado e ao assunto livre, respectivamente. A decisão política deve padronizar e controlar o campo 650, usando uma linguagem documentária única para todas as bibliotecas cooperantes. O controle do campo 690 deve ser decidido coletivamente pelas bibliotecas, considerando suas características específicas. Uma sugestão é usar linguagens documentárias auxiliares para cada área, como DeCs para Odontologia, BRASED para Educação e o Tesauro de Engenharia Civil (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá o formato descritivo utilizado é o catalográfico, em MARC21, utilizando-se dos campo 650 para fins de indexação e recuperação da informação. Quanto à quantidade de termos descritores utilizados para a recuperação da informação, vai depender muito de cada obra a ser catalogada e de suas especificidades, mas de forma geral ficam de 3 a 5 termos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Capacidade de consulta a esmo (browsing) e estratégia de busca===&lt;br /&gt;
Este aspecto trata da interface de busca dos sistemas de recuperação da informação, especialmente da organização temática. Uma decisão política importante é permitir que o usuário veja a linguagem usada pelo sistema durante a sua busca. Assim, ele pode entender a hierarquia dos assunto que procura, do mais geral ao mais específico, melhorando a relevância dos resultados de sua pesquisa (LEIVA; FUJITA, 2012). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblioteca João Bonumá utiliza o Pergamum, que dá opção de busca geral, avançada, por autoridades ou novas aquisições. Ele também disponibiliza os seguintes filtros de pesquisa: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 • Termo Livre &lt;br /&gt;
 • Título ou Título (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Série&lt;br /&gt;
 • Autor ou autor (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Assunto  ou assunto (palavra em qualquer posição)&lt;br /&gt;
 • Editora&lt;br /&gt;
 • Número de chamada&lt;br /&gt;
 • CCN&lt;br /&gt;
 • ISBN&lt;br /&gt;
 • ISSN&lt;br /&gt;
 • Código do Acervo&lt;br /&gt;
 • Código do Exemplar&lt;br /&gt;
 • Proc. Aquisição &lt;br /&gt;
 • N. Patrimônio &lt;br /&gt;
 • Num. Patrimônio exata&lt;br /&gt;
 • Área de conhecimento&lt;br /&gt;
 • Acervo Indexado&lt;br /&gt;
 • Tipo de obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na pesquisa avançada ainda pode-se escolher pesquisar por título, termo livro, assunto ou autor, com as opções de adicionar mais títulos à pesquisa e com os filtros sendo: Termo em qualquer posição, termo exato ou termo inicial (inicia com).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Forma de saída dos dados===&lt;br /&gt;
Este item trata de como os resultados da busca são apresentados aos usuários e como isso afeta a precisão. Para melhorar a experiência, sugere-se separar os itens por tipo, permitir ordenar por data, autor ou título, e oferecer diferentes formatos de exibição, como fichas catalográficas, referências ou formatos MARC21 completos ou resumidos  (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Avaliação=&lt;br /&gt;
É necessário avaliar a política de indexação aplicando as diretrizes propostas para a construção de catálogos e criar um modelo para essa avaliação. A equipe da biblioteca discutirá esse modelo para sugerir ajustes, melhorias e complementar as diretrizes (LEIVA; FUJITA, 2012).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Biblioteca João Bonumá, a coordenadora, responsável pela equipe de bibliotecários, deverá ser quem conduzirá a avaliação da política de indexação, do software e diretrizes, promovendo ajustes e melhorias com base no retorno dos usuários. Esse processo, realizado em conjunto com a equipe e o público-alvo da biblioteca, deverá buscar alcançar o objetivo de tornar a biblioteca uma referência para seus membros e para a comunidade do seu entorno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
GIL LEIVA, Isidoro; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes (ed.). &#039;&#039;&#039;Política de indexação&#039;&#039;&#039;. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2012.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 12676: &#039;&#039;&#039;métodos para análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação: procedimento&#039;&#039;&#039;. Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca. Disponível em: https://www.mprs.mp.br/biblioteca/. Acesso em: 24 set. 2025.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rosana</name></author>
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